Circle, o emissor da stablecoin USDC, anunciou Em 21 de maio, o lançamento da Circle Payments Network (CPN) na rede principal marca uma expansão estratégica que visa otimizar os pagamentos internacionais por meio da infraestrutura de blockchain.
A rede já está operacional com a participação de diversas instituições financeiras da América Latina, Ásia e outras regiões do mundo. O sistema foi projetado para permitir a liquidação de pagamentos em tempo real usando USDC, um ativo digital lastreado em dólar, em blockchains públicas.
O lançamento ocorre em meio à crescente demanda por soluções de dólar digital em regiões onde o acesso à moeda tradicional americana é caro ou limitado. De acordo com Círculo, a rede é construída para lidar com ineficiências na infraestrutura de pagamentos internacionais existente, incluindo liquidações atrasadas, taxas altas e falta de transparência.
Rede visa modernizar transações internacionais
O CPN é estruturado como um protocolo de conformidade que permite que instituições financeiras transmitam instruções de pagamento com segurança enquanto concluem liquidações em redes blockchain. O sistema combina os padrões tradicionais de mensagens financeiras com a velocidade e a transparência do blockchain, permitindo transferências quase instantâneas.
A Circle afirmou que a nova infraestrutura oferece suporte a uma variedade de pagamentos empresariais, como transações com fornecedores, folha de pagamento, remessas e operações de tesouraria. As instituições financeiras podem participar como originadoras ou beneficiárias de fundos, dependendo de seus modelos de negócios e das necessidades dos clientes.
O mercado global de pagamentos, movimentando US$ 190 trilhões, ainda depende fortemente da infraestrutura desenvolvida antes da era digital. Ao integrar a liquidação em blockchain, a CPN está posicionada para atender instituições financeiras e clientes que buscam alternativas aos corredores bancários convencionais.
Os primeiros participantes abrangem a América Latina e a Ásia
Diversas instituições já começaram a utilizar a rede. A Alfred Pay, fintech latino-americana, está facilitando conversões de stablecoins para moedas fiduciárias no Brasil e no México. A empresa utiliza plataformas de pagamento locais, como PIX e SPEI, para concluir transações.
Na Ásia, a Tazapay, sediada em Singapura, juntou-se ao CPN como instituição beneficiária licenciada, permitindo desembolsos em moeda fiduciária em conformidade com as normas em Hong Kong. O envolvimento da empresa permite que empresas nas Américas enviem pagamentos baseados em stablecoins para os mercados asiáticos.
A RedotPay, instituição originadora, está facilitando pagamentos em USDC para o Brasil. Outra participante, a Conduit, está usando o sistema para conectar métodos de pagamento locais a contas bancárias em diversas regiões, incluindo EUA, América Latina, China e África.
O Circle não divulgou o número total de instituições atualmente envolvidas, mas disse que espera-se que mais parceiros se juntem nos próximos meses.
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