A tokenização deixou de ser tratada como uma experiência.
Nos mercados de capitais, as instituições ultrapassaram as fases de prova de conceito e entraram em ambientes de produção iniciais, onde ativos reais estão sendo emitidos, liquidados e reconciliados em registros distribuídos. Essa mudança foi impulsionada menos por expectativas exageradas e mais por pressão operacional: liquidação mais rápida, maior eficiência das garantias e redução do atrito pós-negociação.
Mas, à medida que a adoção se expande, surge uma questão mais difícil.
Como os sistemas tokenizados integrar-se a uma infraestrutura financeira que nunca foi projetada para eles?
Essa tensão serviu de pano de fundo para uma conversa na Consensus Miami, onde German Soto Sanchez, Diretor de Produtos e Ativos Digitais da Broadridge, conversou com Leah Callon Butler sobre a abordagem da empresa para conectar os ecossistemas financeiros tradicionais e digitais (evento da CoinDesk).
Principais takeaways
• A tokenização está passando da fase de experimentação para a produção institucional. • A integração da infraestrutura é agora a principal restrição. • Os quadros de governança determinarão a escalabilidade em todos os mercados. • As empresas de gestão de patrimônio exigem fluxos de trabalho integrados, não sistemas paralelos.
A tokenização está deixando de ser apenas um conceito para se tornar uma realidade na infraestrutura.
A narrativa inicial em torno da tokenização focava na viabilidade.
Agora, as instituições questionam se os ativos tokenizados podem operar dentro dos sistemas financeiros existentes sem criar duplicação operacional nas camadas de custódia, liquidação e reporte.
Cobertura mercados de capitais Já processam dezenas de trilhões de dólares diariamente, o que significa que mesmo pequenas ineficiências na integração podem criar atritos sistêmicos.
A infraestrutura agora é o gargalo, não a emissão.
O desafio não é mais criar ativos tokenizados.
Está a distribuir e a operacionalizá-las em toda a arquitetura financeira legada.
Sem uma infraestrutura unificada, a tokenização corre o risco de se tornar uma camada adicional em vez de uma solução para a ineficiência.
É por isso que os provedores de infraestrutura pós-negociação e as empresas de serviços públicos de mercado estão se tornando centrais na discussão.
DLR como evidência de tokenização em escala institucional
A plataforma Distributed Ledger Repo (DLR) da Broadridge é frequentemente citada como uma das implementações mais claras e práticas de infraestrutura financeira tokenizada em mercados de produção.
A DLR aplica a tecnologia de registro distribuído para simplificar a liquidação e a movimentação de garantias, reduzindo a complexidade da reconciliação e, ao mesmo tempo, mantendo os controles regulatórios. Sua importância reside em demonstrar que a tokenização já está funcionando dentro dos mercados de capitais regulamentados, em vez de permanecer puramente experimental.
A governança está se tornando o fator limitante para a escalabilidade.
À medida que a infraestrutura amadurece, a governança emerge como um fator limitante.
As instituições precisam de clareza sobre como os sistemas tokenizados são controlados, validados e auditados em ambientes híbridos.
Ao contrário dos sistemas tradicionais com supervisão centralizada, os sistemas baseados em blockchain distribuem a validação, criando atrito na integração com outros sistemas. conformidade institucional estruturas.
Sem modelos de governança padronizados, a escalabilidade torna-se inconsistente entre as jurisdições.
As empresas de gestão de patrimônio estão focadas na integração, não no acesso.
O acesso a ativos digitais deixou de ser o principal obstáculo.
O desafio agora é integrar instrumentos tokenizados aos sistemas de consultoria, gestão de portfólio e geração de relatórios já existentes.
Os gestores de patrimônio precisam de fluxos de trabalho unificados, não de infraestruturas paralelas.
Isso está impulsionando a demanda por camadas de integração que conectam ativos digitais e tradicionais dentro do mesmo ambiente operacional.
Convergência dos mercados tradicionais e digitais
As instituições financeiras tradicionais estão adotando cada vez mais a infraestrutura de blockchain, enquanto as empresas de ativos digitais estão adotando padrões de conformidade institucional.
O resultado é a convergência em vez da substituição.
Até mesmo grandes infraestruturas de mercado, como a DTCC, estão explorando ativamente estruturas de liquidação baseadas em registros distribuídos. Iniciativas DLT da DTCC
Isso reflete uma mudança mais ampla em direção a sistemas financeiros híbridos, onde ativos tokenizados e tradicionais coexistem.
O posicionamento da Broadridge nessa transição.
A discussão na Consensus Miami destaca uma mudança estrutural na tokenização.
O sucesso não é mais definido pela emissão de ativos, mas sim pela capacidade desses ativos de circularem pelos sistemas financeiros existentes sem atritos.
A abordagem da Broadridge reflete essa mudança em direção à adoção prioritária da infraestrutura.
A próxima fase da tokenização
A tokenização já está sendo implementada.
A próxima fase depende da integração, governança e distribuição trabalhando juntas em grande escala.
As empresas que tiverem sucesso serão aquelas que conectarem sistemas, e não apenas aquelas que criarem ativos.
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